Anxiety by Natalie dee

sábado, 19 de maio de 2012

Sobre aniversários...





A crença popular afirma que, que, que aniversários são datas de nascimentos que devem ser comemoradas com festas e rituais tribais ~mentira ~. Não sei se esse é o conceito ideal, correto ou inventado em segundos. Sei que, a três dias do meu aniversário, a morte tem rodeado frequentemente o meu lado. Não sei significa o sinal do tipo: ok, amiga, menos um ano de vida, ou estamos de olho. 
Seja lá o que for, as semanas que antecedem meu aniversário eu paro pra pensar em tudo o que eu fiz ao longo da vida. Relembro até atitudes corretas que hoje acho uó. Parece meu final ano, fazendo listas.Só que ao contrário. Existe uma história que a progenitora sempre conta para as amigas sobre meu nascimento, e eu fico rindo porque isso deve explicar o azar feat fracasso que me considero, com pitada de elegância mais paciência. Sim, eu sou o novo Messias e estou lançando uma nova religião, doutrina e política. Chama-se "Corra para as montanhas".
OK, isso é uma brincadeira e você já percebeu que ao longo dos 22 anos eu faço piadas, comparações com filmes, desenhos, tragédias, pessoas o tempo todo. Que eu vejo desgraça em tudo e rio de aidéticos, doentes e deficientes. Será que esse é meu lema? Rir de tudo? Não. Mas eu queria ver a sua cara criando teorias superficiais sobre mim. Ficou com a resposta na ponta da língua,aí eu tive que cortar bruscramente, porque essa é a coisa que eu faço de melhor - cortar. Ainda não aderi a moda de cortar pessoas. RISOS. Calma, mãe e pai. Calma, senhor da puliça federal. RISOS.

Mas aquela teoria que eu ia contar e só retomei agora, então, é que eu não deveria ter nascido no dia 22 de Maio. Segundo a progenitora, eu deveria ter nascido no dia das mães (não lembro a data), quando a "bolsa" estorou e ela não percebeu - você tem um demoninho no ventre e não percebe que ele está querendo sair? - A outra teoria é que desse período até o dia 22, eu dei um jeito de me enrolar no cordão umbilical. Afinal, o que é ficar o dia inteiro comendo e na água quente? Sem televisão, séries, músicas, filmes, livros e não poder me drogas. Um belo dia você acorda ~suicida~ e decide que cagou pro mundo, não quer mais sair e possívelmente os noves meses foram ótimos, mas ficar 10,20 e 30 anos no mundo real é surrealista.

Quiça essas duas adoráveis teorias devem explicar my jeitin de ser.

Concluo que logo,eu tenho corpo fechado ou sou uma sobrevivente no estilo Morro do Bumba a lá 11/09. RISOS. Das duas maneiras, ainda acho engraçado e vocês podem fazer todas piadas. Só não joguem ovo. Acabei de lavar meu cabelo...

PS: 22 anos depois e eu sou tão otimista quanto John Constantine.

PS²: Caso tenho lido o post e sensibilizado com o depoimento da vítima da vida. Saibas que não sou intolerante a chocolates. AMO. Box de séries são bem-vindas. Dinheiro também. Homens e mulheres se quiserem fazer o agrado de me acordar com felação, aceito com o todo coração.

PS³: Isso não vai acontecer.




domingo, 29 de abril de 2012

Frivolidades alheias do autoconhecimento




Eu até gosto/admiro as pessoas que se conhecem. Que em ocasiões etílicas e acompanhadas de amigos, essas mesmas pessoas afirmam que agem de tal forma, porque a genética ou o ambiente a induziu de tal forma. Eu continuo admirando essas pessoas, até nesses momentos pedantes.

Por outro lado, eu não posso dizer a mesma coisa sobre mim. Não posso chegar e dizer que me conheço a tal ponto, que em dias de inverno eu sou irritada com lua em leão, que meu sexo é chato, que odeio pessoas detalhistas (isso é verdade), porque elas me me deixam entediada, mas não odiaria José de Alencar e Augustos dos Anjos por nada neste mundo, que sou duas caras, porque gêmeos está dividido entre o bem e mal. Que sou passiva versus ativa. Ao todo, desconheço essas besteiras.

Mas eu gosto de me afirmar em poucos casos - raros, eu diria: tirando a seção de drama/comédia/pornô/séries da Locadora; tirando os momentos que eu vou ao restaurante,e sempre peço o mesmo prato; tirando o fato que na maioria das vezes eu escolho viver do que morrer; tirando o fato que eu sempre vou preferir cerveja; tirando o fato que eu ainda posso amar dois gêneros e ninguém me convence do contrário; tirando o fato que eu posso escolher ficar confusa, cancelar o pedido, abortar um filho, sair do cartório correndo, posso dar um tiro no peito, mas nunca ao ponto de querer a própria morte. Tirando todos esses fatos; eu ainda gosto me sentir assim.


Por que eu perderia meu adorável tempo apostando em pessoas? Por que eu seria dramática com as pessoas? Por que eu deveria chorar e mostrar sentimentos enquanto eu posso fazer uma piada, ficar séria ou avacalhar qualquer um que cruze meu caminho? Por quê? Por que é bonito sentir pena alheia? Porque se você demonstra, você cria expectativas.
Talvez eu possa ser sensível - lembrei do dia que uma amiga me disse isso, parei pra pensar, é claro! - mas eu não quero ser obrigada a citar Machados de Assis aqui, para vocês entenderem meu ponto de vista.

Sobretudo, eu prefiro mostrar minha sensibilidade, chorar, sentir pena, quando assisto filmes, quando leio ou vejo uma cena numa Graphic Novel. Prefiro acreditar, que embora seja ficção, ao menos eu não perderei dinheiro em Vegas com bilhões alheios.


Vocês têm muita certeza. Bom, eu não tenho, nunca tive. Tudo muda. Tudo dói. Eu não aposto em pessoas. Eu testo pessoas e gosto disso. Tudo isso aqui é um jogo,a qualquer momento, eu ganho e você perde. A qualquer momento eu serei traída e sofrerei amargamente. A qualquer momento, eu vou me arrepender de ter dito "oh, como eu te amo tanto". Logo, eu prefiro me desconhecer, de não saber o que eu sinto, de morrer, talvez com a dúvida, porque uma certeza doeria muito: ter certeza e não ter cura de resolver tudo isso. Do que ser a certeza em rodas, de ter esse orgulho e achar que o mundo respira seu umbigo insuportávelmente sujo como seu passado certo-correto-coeso-bem-estruturado.




sábado, 28 de abril de 2012

O pensar sobre a vida



A constatação depois de uma noite entregue como sacrifício ao dancefloor é que, o único momento que temos para pensar sobre a vida é quando estamos tirando a maquiagem em frente ao espelho.